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24/02/2015 21:04

Deputada pede que Casa de Leis se una por um Mato Grosso melhor (confira o pronunciamento)

A deputada estadual Janaina Riva (PSD) fez uso da tribuna nesta terça-feira (24.02), durante sessão vespertina que marcou o retorno dos trabalhos legislativos, para um pronunciamento onde pediu um basta para os discursos e palavras de efeito que não resolvem os problemas do estado.

“Estamos com quase 60 dias da nova gestão estadual e posso afirmar sem medo de errar que palavras de efeito não tapam buracos, não reformam hospitais e não dão conta de segurar a onda de violência que assola Mato Grosso. Só se fala em “auditorias” e “devassas”. Nada de “obras” e “projetos”. Os dois olhos voltados para o passado, para o Governo que já foi. Sequer uma olhadela ao horizonte que promete a Mato Grosso uma infinidade de oportunidades”, criticou.

Janaina pediu também que os deputados se unam e trabalhem pelo povo de Mato Grosso que os elegeu. Ela reafirmou a intenção de levar adiante a CPI sobre as obras da Copa e sobre o VLT.

“Vamos pensar sim em CPIs, mas com resultados verdadeiros e que realmente gerem algo positivo para a população e para o Estado. Vamos nos unir senhor presidente e deputados, pelo bem comum do povo de Mato Grosso. É um desejo meu que a CPI do VLT e das obras da Copa saiam do papel e resultem no apontamento dos verdadeiros culpados por tudo. Não tenho nada a temer”, disse.

Na sessão a deputada apresentou também moção de pesar pelo falecimento ex-prefeito e um dos fundadores da cidade de Nova Bandeirantes, Anselmo Neiverth. Outra indicação foi para restauração da cabeceira da ponte sobre o Rio Alcebíades, em Juara.

 Confira a íntegra do pronunciamento abaixo:

 Senhor Presidente,

Senhores deputados, boa noite.
Sei que muitos, neste momento, esperam que eu faça uso desta tribuna para falar sobre os últimos acontecimentos que atingiram meu pai, José Riva. E vou dizer a todos vocês o seguinte: eu jamais deixaria, em momento algum ou em lugar algum, de agradecer pelo pai que tenho. Sabe aquele tipo de pessoa que te ensina a lutar, a crescer, a superar dificuldades? Assim é o meu pai. Seja ele Presidente deste poder, esteja ele sofrendo privação de liberdade, continua sendo meu pai, o homem que terá sempre a minha defesa e o meu amor.
Tenho a dizer que confiamos na justiça e em nossos advogados. Quero aqui reiterar minha fé em Deus e no próximo. Agradecer às centenas de amigos e irmãos que fizemos durante nossa trajetória. E dizer que saberemos esperar com confiança em dias melhores para todos nós.
Meu foco hoje, senhores deputados, é esta Casa de Leis. Fomos todos eleitos de forma republicana, no meu caso com 48.171 votos de confiança dos cidadãos deste estado, para que juntos, cumpríssemos uma nobre missão: a de cuidar de Mato Grosso em sua vastidão geográfica e cultural; de sua economia, de seu desenvolvimento, das pessoas que compõem esta terra; do nosso ativo ambiental, da saúde, segurança e educação que devemos oferecer; e da lisura e transparência da administração pública.

 Neste aspecto da transparência cito o apóstolo Lucas, que em seu capítulo 8, versículo 17 diz: “Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem a escondida que não virá a descoberta”. 

Temos propostas exequíveis e concretas para esta terra. Portanto, temos que manter a coerência entre nossos atos e nossas propostas – só assim, honraremos os milhares de votos que recebemos e honraremos a confiança que cada cidadão em nós depositou.
Nosso alinhamento com a vida pública, passa sim, pelo respeito aos nossos eleitores. Mas também passa pelo respeito que devemos a este Poder, do qual somos integrantes. Esta Casa existe para e pela população mato-grossense. É aqui que chegam as demandas do estado, para que leis sejam criadas em favor do nosso cidadão. Esta Casa é mais do que uma Casa de Leis: é nossa ferramenta, é nosso instrumento de trabalho para darmos ao povo de Mato Grosso uma das maiores conquistas da democracia: sua cidadania.
É hora de valorizarmos esta Casa, esta nossa Casa! Já é tempo de olharmos para frente, e à frente! Conduzirmos, sem hesitar, a Assembleia Legislativa ao encontro dos mato-grossenses! O que mesmo é que eles esperam de nós? Corrigir o passado para a construção de um novo futuro? Já o estamos fazendo! Fiscalizar o governo, para que saúde, educação, segurança, infra estrutura e tudo o mais ande muito melhor? Pois comecemos a fazê-lo!

 Estamos com quase 60 dias da nova gestão estadual e posso afirmar sem medo de errar que palavras de efeito não tapam buracos, não reformam hospitais e não dão conta de segurar a onda de violência que assola Mato Grosso. Só se fala em “auditorias” e “devassas”. Nada de “obras” e “projetos”. Os dois olhos voltados para o passado, para o Governo que já foi. Sequer uma olhadela ao horizonte que promete a Mato Grosso uma infinidade de oportunidades.

 Dia desses, o excelentíssimo senhor governador José Pedro Taques questionou nas redes sociais: o que é o Estado de Transformação?  E eu aqui respondo: É a difícil, porém imprescindível, passagem do discurso para a ação. Governar por decretos é incompatível com o atual estágio de nossa Democracia. As reformas institucionais e políticas precisam passar por este Parlamento. Não nos trate com menoscabo, pois aqui não há representação só da maioria, mas também das minorias que têm o mesmo direito de se verem fidedignamente representadas.

 Não sou contra o passado senhores, muito pelo contrário. São as lições do passado que nos permitem traçar o futuro, e navegar pelo presente. Mato Grosso precisa disso, nosso povo precisa disso: um futuro de respeito. Estou falando de estradas que permitam às pessoas trafegar com segurança; de postos de saúde com atendimento de excelência; de escolas que elevem nossos indicadores educacionais; de segurança pública que proteja o cidadão; de mais comida na mesa; de desenvolvimento não só econômico, mas principalmente, humano.

Qual a nossa proposta para resolvermos os problemas deixados pelas obras da Copa? Qual a sugestão que temos para resolver os problemas da saúde, educação, segurança, questões agrárias, culturais e ambientais de Mato Grosso? Quando é, afinal, que nos reuniremos para tratar do presente e do futuro deste grande estado, detentor de inúmeras vocações econômicas e de enorme pluralidade cultural? Quando é que nos lembraremos de chamar a sociedade para debater soluções? Meus questionamentos se devem à consciência de que não estamos aqui somente para fiscalizar, mas também auxiliar o Executivo em seu trabalho.
Precisamos avançar, senhor Presidente. Reconduzir aos nossos quadros os funcionários demitidos que hoje sabemos, fazem falta para a condução dos trabalhos desta Casa. Trabalhadores sérios, aliás, que se viram manchados e colocados numa vala comum por denúncias de funcionalismo fantasma.

 Vamos pensar sim em CPIs, mas com resultados verdadeiros e que realmente gerem algo positivo para a população e para o Estado. Vamos nos unir senhor presidente e deputados, pelo bem comum do povo de Mato Grosso. É um desejo meu que a CPI do VLT e das obras da Copa saiam do papel e   resultem no apontamento dos verdadeiros culpados por tudo. Não tenho nada a temer. 

Temos funções a cumprir e muito trabalho a fazer! É hora de começar, de fazer com que esta Casa volte a ser a Casa do Povo, aquela que, até o ano passado, recebia milhares pessoas por dia! Precisamos cumprir, efetivamente, a função para a qual fomos eleitos! E minha urgência dá-se por saber que os votos que recebemos foram votos conscientes, de livre escolha. Não devemos falhar, nem decepcionar o contingente de cidadãos que fizeram de nós, através de seu voto legítimo, seus legítimos representantes.
Sabemos que não existe tal desenvolvimento sem uma boa governança, e sabemos ainda que não existe boa governança sem a participação social. Estejamos pois, sempre prontos a ouvir as vozes dos jovens, das mulheres, dos grupos sociais. Saiamos de nossos gabinetes, conheçamos nossa população de muito mais perto ainda. Vamos oferecer transparência. Lisura. Trabalho. Serviço público de qualidade. Políticas públicas eficazes. Vamos oferecer, à população de Mato Grosso, oportunidade e futuro. Esse é o clamor das urnas. Isso é o que a população espera de todos nós.
Era o que eu tinha a dizer senhor presidente!

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Janaina Riva

Com essas experiências adquiridas, Janaina fundou e presidiu o PSD jovem de Mato Grosso, o segundo Estado a fundar militância jovem do PSD no país. 

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